Relho de Ponto (Julia Zanatta)
Status jurídico: VOTOU CONTRA O FIM DA 6x1 (COMISSÃO 34 A 4, CÂMARA 472 A 22) · PROPÔS 40 HORAS SÓ EM 2038 · FESTEJOU A REELEIÇÃO BATENDO UM RELHO NO CHÃO · PERDEU NO SENADO: 75 A 1 · NÃO RESPONDE A PROCESSO POR NADA DISSO
▶ Jogar esta fase- 27/05/2026: Julia Zanatta (PL-SC) votou contra a PEC que acaba com a escala 6x1, reduz a jornada de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso por semana. A Câmara aprovou por 472 a 22 no 1º turno e 461 a 19 no 2º; ela está entre os 22 que votaram contra. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
- 04/10/2026: reeleita com mais de 560 mil votos, Zanatta foi a pé até o comitê de campanha, em Florianópolis, com um chicote (relho) numa mão e um microfone na outra, batendo o chicote no chão. Depois disse que foi uma "brincadeira simbólica" com a expressão "ganhou de relho". Fonte: metropoles.com
- 19/05/2026: na comissão especial da 6x1, discursou contra a redução da jornada: "Quem sabe matemática, sabe que a conta não fecha. É justo e é lindo querer um dia a mais de folga, mas quem vai pagar essa conta?" Foi vaiada ao sair e disse aos apoiadores da PEC: "Se candidata, bando de mentiroso". Fonte: ndmais.com.br
- 19/05/2026, mesma sessão: disse que a conta da folga cairia no "trabalhador brasileiro, que já está endividado e, no seu dia de folga, vai ter que fazer um bico para a conta de casa fechar". E à plateia: "Vocês estão aqui para fazer campanha política, não é para defender trabalhador coisa nenhuma." Fonte: gazetadopovo.com.br
- 12/05/2026: propôs uma emenda à PEC com transição mínima de 12 anos: a jornada cairia 1 hora a cada 3 anos e, se a PEC fosse aprovada em 2026, só chegaria às 40 horas em 2038. Com uma trava: se o PIB não crescesse na proporção, a redução ficaria suspensa por mais 3 anos. Na justificativa: "reduções abruptas na jornada de trabalho […] resultam inevitavelmente em pressões inflacionárias". Fonte: congressoemfoco.com.br
- 14/05/2026: foi uma das 176 deputadas e deputados que assinaram a emenda de Sérgio Turra (PP-RS): 10 anos de transição até as 40 horas e permissão para as empresas estenderem o teto em até 30%, para 52 horas semanais, com acordo com sindicatos. Fonte: poder360.com.br
- 20/05/2026: nas redes, chamou a PEC de "populismo barato", disse que quem não aguenta a escala deveria "abrir o próprio negócio" e que o eleitor dela "gosta de trabalhar". E também: "Eu também penso nos pequenos empreendedores, aqueles que têm três, quatro, cinco, 20 funcionários. Os grandes se acertam. E os pequenos? Vocês são a favor de eliminar empregos?" Fonte: metropoles.com
- 26/05/2026, no programa "Oeste com Elas": "Não existe almoço grátis, não existe folga grátis." E sobre a PEC: "É uma pauta pré-eleitoreira que o Lula e sua trupe pegaram como tábua de salvação." A Revista Oeste é simpática à deputada. Fonte: revistaoeste.com
- 26/05/2026: depois das vaias, postou um vídeo com dois operários de uma obra em Anchieta (SC) que se disseram contra o fim da 6x1. Nos comentários, seguidores pediram que ela ouvisse trabalhadores com carteira assinada, e outros lembraram que a Câmara só tem sessões de votação às terças, quartas e quintas. Fonte: ndmais.com.br
- 27/05/2026: a comissão especial aprovou a PEC por 34 a 4. Zanatta foi um dos 4 votos contra, com Maurício Marcon, Osmar Terra e Gilson Marques. Fonte: metropoles.com
- 04/06/2026: no Podcast 3 Irmãos, repetiu que "não existe almoço grátis e não existe folga grátis". Quem falou em "quebrar o Brasil" foi o apresentador, para rebatê-la: os empresários diziam que o fim da escravidão, o salário mínimo e o 13º iam "quebrar o Brasil". O DCM é veículo de esquerda. Fonte: diariodocentrodomundo.com.br
- 16/06/2026: "Eu falei para os colegas que infelizmente votaram sim, 'está vendo, olha aqui, nunca foi pelos trabalhadores, é só para fazer política para o Lula, é a nova picanha do Lula.'" Fonte: ndmais.com.br
- 14/10/2026: o lado dela perdeu. O Senado aprovou a PEC 221/2019 por 75 a 1 nos dois turnos; o único voto contra foi de Hamilton Mourão. A PEC vai à promulgação sem voltar à Câmara. A jornada máxima cai de 44 para 40 horas de forma progressiva, com 2 folgas por semana e sem redução de salário. A 1ª etapa, de 42 horas, começa dois meses depois da promulgação. Fonte: www12.senado.leg.br
- 04/10/2026, no vídeo do relho: "É histórico! É muito voto! Atualiza que eu quero mais! É dado de relho! É Júlia Zanatta com catarinenses! […] Obrigada, meu Deus!" Depois compartilhou a música "No Barulho do Meu Relho (Lek Lek Gaúcho)", do grupo Garotos de Ouro. Fonte: metropoles.com
- 05/10/2026: o vídeo passou de 900 mil visualizações e foi criticado. Ao Estadão, ela disse que a comemoração começou em casa, durante a apuração: "Foi uma brincadeira, simbólica, mas como sempre já desvirtuaram tudo e ficam inventando narrativas, assim como fizeram com a minha tiara. Mas não tem problema, podem inventar a narrativa que quiser". Fonte: ndmais.com.br
- 05/10/2026: internautas se disseram "horrorizados" ("Assustador!"). A leitura de recado foi de um internauta, não dela: "Chicote na mão pra mostrar poder. E quem não concordar, já sabe. Mas tudo em nome em Deus!" Fonte: terra.com.br
- 04/05/2023: a Câmara aprovou por 325 a 36 o PL 1085/2023, que garante salário igual a homens e mulheres no mesmo trabalho ou na mesma função. Zanatta foi uma das 10 deputadas que votaram contra. A matéria não traz justificativa dela. Fonte: metropoles.com
- 16/06/2026, sobre a família Bolsonaro: "Quem me fez querer entrar na política foi Jair Bolsonaro […]. E quem me trouxe para o cenário político foi Eduardo Bolsonaro." Eduardo lançou o nome dela para vice de Flávio, e ela respondeu: "Se o Flávio me chamar, com certeza eu irei." Fonte: ndmais.com.br
- 06/08/2025: no motim da oposição que ocupou a Mesa da Câmara depois da prisão domiciliar de Bolsonaro, ela se sentou na cadeira do presidente da Casa com a filha bebê no colo e fez uma live desafiando a Polícia Legislativa: "Policiais legislativos não vão ter coragem de fazer isso com a gente". Fonte: cnnbrasil.com.br
- 19/09/2025: por causa do motim, o corregedor da Câmara recomendou censura escrita (advertência formal) a 14 deputados, entre eles Zanatta. A decisão cabe à Mesa, e o desfecho não foi confirmado. Status: processo disciplinar interno, sem desfecho conhecido. Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
- Status honesto (15/10/2026): Zanatta não é ré nem condenada por nenhum fato desta fase. O relho não virou processo conhecido. A recomendação de censura do motim não teve desfecho confirmado. A PEC que ela combateu passou: 472 a 22 na Câmara e 75 a 1 no Senado. Fonte: www12.senado.leg.br